Os nossos guerreiros protectores. Linfócitos e Monócitos

Linfócitos

Os linfócitos aparecem normalmente numa proporção entre 20 a 45%.

As linfocitoses observam-se no decorrer de várias doenças infecciosas: brucelose, febre tifóide, hepatite viral, varicela, rubéola.

Na mononucleose infecciosa, a hiperlinfocitose é constituída por grandes células basófilas que são os linfócitos T activos. No adulto com mais de 30 anos, uma hiperlinfocitose que dura mais de dois meses é indicadora de uma leucemia linfóide crónica B ou, mais raramente, de doença de Waldenström.

A linfocitose está também presente nos linfomas não-hodgkin e tirotoxicose.

A linfopenia surge muitas vezes como falha grave da medula com terapia de corticóides e outros imunossupressores, na doença de Hodgkin, radiação.

Monócitos

A monocitose aparece na fase de reparação das neutropenias medicamentosas ou quimioterápicas, antes da instalação de uma polinucleose nas doenças virais ou parasitárias, no decurso de anemias sideroblásticas ou com excesso de blastos.

Constitui um sinal das leucemias agudas mielomonocitícas (M4 na classificação FAB) que se caracterizam pela presença no sangue de monoblastos e, na medula, de numerosos mieloblastos.

Podem ainda surgir como infecções bacterianas crónicas, ou de protozoários. Surge ainda na doença de Hodgkin, em doenças inflamatórias e no tratamento com certos factores de crescimento.

A sua fracção no sangue normalmente não deve ultrapassar 10%.