Eosinófilos e Basófilos

Eosinófilos

            Eosinofilia verificada em dois exames pelo menos, ocorre nos casos de doença alérgica (hipersensibilidade- asma brônquica, urticária, eczema, intolerância à comida).

            Podem ainda aparecer em doenças parasitológicas, recuperação de infecção aguda, certas doenças de pele como a psoríase, eczema ou como resultado de sensibilidade a certas drogas, poliartrite, doença de Hodgkin e outros tumores, leucemia eosinofílica, etc.

            Algumas são idiopáticas, sem outras alterações e mantêm-se estáveis.

            Representam normalmente menos de 4% das células contadas na fórmula sanguínea.

            Basófilos

            Os basófilos encontram-se no sangue periférico, de uma maneira geral, em quantidade bastante reduzida. No entanto, pode aparecer basofilia em pacientes com leucemia mielóide crónica ou policitemia vera.

 

 

            Variações nas células sanguíneas

            A avaliação da lâmina ao microscópio, permite o estudo da morfologia das células sanguíneas, do seu tamanho, forma, concentração e distribuição da hemoglobina. Assim podem ser detectadas por este meio as muitas variações das células, já referidas atrás.

 

 

A fórmula leucocitária

            Os esfregaços podem ser observados com a objectiva de 40x para melhor focar a preparação. Deve escolher-se uma zona da lâmina onde os eritrócitos não se encontrem demasiado separados, mas também que não se encontrem muito sobrepostos para facilitar a contagem e dar uma ideia mais representativa da fórmula presente. As zonas mais à periferia são muito finas (apresentando muitas alterações morfológicas) e as zonas junto ao ponto de aplicação são muito grossas para a visualização microscópica.

            A objectiva de imersão de 100x facilita a visualização das características particulares de cada célula para a sua diferenciação.

            A lâmina é percorrida ordenadamente, sem “saltos” para não correr o risco de fazer a contagem das mesmas células várias vezes. A contagem diferencial deverá ter em conta pelo menos 100 leucócitos, sendo aconselhável a contagem de 200 leucócitos.

            Para a contagem utiliza-se um aparelho registador de células, através do qual se lê directamente a percentagem de diferentes classes de leucócitos presentes na lâmina, uma vez que este aparelho indica de modo automático quando se efectuou a contagem de 100 células, através de um pequeno aviso sonoro.

            Os leucócitos são o segundo tipo de células mais comuns no sangue. Existem, em média 6000 a 8000 leucócitos/mm3 sangue, o que corresponde à relação aproximada de 1 leucócito para 500 a 600 eritrócitos no sangue normal. Em algumas circunstâncias patológicas pode ocorrer um aumento na contagem do número total de leucócitos, designada por leucocitose. A causa mais frequente é um aumento do número de neutrófilos no sangue. Outras leucocitoses envolvem uma predominância de outra classe de leucócitos presente na amostra.

             Neutrófilos

            Os neutrófilos são o tipo de leucócitos mais frequente no sangue, representando 50 a 70% do total de leucócitos presentes no esfregaço. Um aumento dos polinucleares neutrófilos observa-se em infecções bacterianas- sobretudo inflamações e nas necroses musculares agudas (enfarte do miocárdio). Pode também suceder nos últimos meses de gravidez e nos tratamentos por corticóides. Outra causa frequente é o tabagismo, uma causa muitas vezes desconhecida que é proporcional ao número de cigarros fumados e regressa lentamente aos valores normais. Neutrofilia ocorre igualmente em casos de desordens metabólicas, neoplasmas, hemorragia aguda ou hemólise. São comuns nas doenças mieloproliferativas como leucemia mielóide crónica, policitémia vera, etc..

            Os casos de neutropenia profunda têm duas causas importantes: uma agranulocitose medicamentosa e leucemia aguda. Nestes casos impõe-se fazer um medulograma para determinar o nível de dano na granulopoiese. Neutropenias moderadas podem ter uma causa tóxica ou viral. Neutropenia moderada crónica é um dos elementos da síndrome de Felty mas também é frequente no lúpus e em certas doenças endócrinas como a insuficiência hipofisária e doença de Basedow.

A neutropenia associada a linfopenia, deve chamar atenção para uma possível infecção HIV. Na presença de uma pancitopenia, pode ser um testemunho de aplasia medular.

Será de alguma importância referir as mielodisplasias que apresentam um esfregaço medular que evidencia uma sideroblastose e uma mieloblastose parcial.

Linfócitos

Os linfócitos aparecem normalmente numa proporção entre 20 a 45%.

As linfocitoses observam-se no decorrer de várias doenças infecciosas: brucelose, febre tifóide, hepatite viral, varicela, rubéola.

Na mononucleose infecciosa, a hiperlinfocitose é constituída por grandes células basófilas que são os linfócitos T activos. No adulto com mais de 30 anos, uma hiperlinfocitose que dura mais de dois meses é indicadora de uma leucemia linfóide crónica B ou, mais raramente, de doença de Waldenström.

A linfocitose está também presente nos linfomas não-hodgkin e tirotoxicose.

A linfopenia surge muitas vezes como falha grave da medula com terapia de corticóides e outros imunossupressores, na doença de Hodgkin, radiação.

Monócitos

A monocitose aparece na fase de reparação das neutropenias medicamentosas ou quimioterápicas, antes da instalação de uma polinucleose nas doenças virais ou parasitárias, no decurso de anemias sideroblásticas ou com excesso de blastos.

Constitui um sinal das leucemias agudas mielomonocitícas (M4 na classificação FAB) que se caracterizam pela presença no sangue de monoblastos e, na medula, de numerosos mieloblastos.

Podem ainda surgir como infecções bacterianas crónicas, ou de protozoários. Surge ainda na doença de Hodgkin, em doenças inflamatórias e no tratamento com certos factores de crescimento.

A sua fracção no sangue normalmente não deve ultrapassar 10%.

            Eosinófilos

            Eosinofilia verificada em dois exames pelo menos, ocorre nos casos de doença alérgica (hipersensibilidade- asma brônquica, urticária, eczema, intolerância à comida).

            Podem ainda aparecer em doenças parasitológicas, recuperação de infecção aguda, certas doenças de pele como a psoríase, eczema ou como resultado de sensibilidade a certas drogas, poliartrite, doença de Hodgkin e outros tumores, leucemia eosinofílica, etc.

            Algumas são idiopáticas, sem outras alterações e mantêm-se estáveis.

            Representam normalmente menos de 4% das células contadas na fórmula sanguínea.

            Basófilos

            Os basófilos encontram-se no sangue periférico, de uma maneira geral, em quantidade bastante reduzida. No entanto, pode aparecer basofilia em pacientes com leucemia mielóide crónica ou policitemia vera.

             Variações nas células sanguíneas

            A avaliação da lâmina ao microscópio, permite o estudo da morfologia das células sanguíneas, do seu tamanho, forma, concentração e distribuição da hemoglobina. Assim podem ser detectadas por este meio as muitas variações das células, já referidas atrás.